A beleza renascentista

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Risos

Fazia um frio, mas o riso ainda estava no ar.
O salão esvaziou as velas foram apagadas só me restou recolher o lixo e organizar tudo e o riso continuava no ar.
As pessoas que bebiam se foram, aquela conversa que havia sido jogada fora nesse salão ainda estava quente como a brasa da lareira, a alegria que ficou no ar não ia embora o sorriso das pessoas, aquele rosto que me encantou continuava em minha mente a fumaça do cigarro ainda estava lá as cadeiras bagunça das os pratos sobre a mesa as taças com resquícios de vinho estavam para confirmar que haviam pessoas felizes, agora só me sobra um salão vazio.
Mas o riso esse sim continuava ali como se fosse alguém a me ajudar a esquecer de todo o trabalho que viria pela frente, junto com esse riso veio também à lembrança daquele rosto tão angelical.
No frio salão só me resta saber se esse riso era um sinal ou apenas gentileza, esse seu olhar tão carinhoso para mim a forma de como você me olhava e me enchia de alegria queria estar perto, mas não podia.
Queria ter você junto a mim, mas agora o salão está frio e vazio, mas dentro de mim não fica esse vazio e sim uma esperança de te encontrar novamente.
O lixo, os pratos, os talheres, taças cadeiras e a fumaça do cigarro me deixam no vazio e a lembrança de seu olhar e seu sorriso me enchem de alegria.
Não sei se é possível te ter, mas o seu riso me alimenta e ele ainda está no ar.

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